Ontem um vídeo recomendado pelo Youtube me deixou enojada, boquiaberta e triste, profundamente triste. Triste pela maneira como vidas são tratadas como lixo pelas grandes corporações e com a ajuda da mídia tradicional mundial. Jeffrey Epstein talvez seja um dos maiores pedófilos que o mundo teve notícia, mas o que o cerca e principalmente quem o cerca é mais assustador ainda.
Como o Brasil se fecha para notícias que ferem a grande mídia um resumo sobre a história de Epstein será aqui narrada. Em julho de 2019 o bilionário americano havia sido preso em Paris, suspeito de abuso sexual de menores. O que a princípio parecia um caso isolado de uma garota em 2005 transformou-se em um caso de rede de pedofilia mundial envolvendo a elite política e econômica de vários países do mundo.
O caso torna-se ainda mais repugnante quando os detalhes das viagens desse suposto empresário chegam ao público. Duas coisas chamam bastante atenção sobre Epstein, a sua ilha privada e o seu jatinho conhecido como Lolita Express. Segundo a polícia e supostas vítimas do predador sexual, as ilhas eram frequentadas pela grande elite mundial, regadas à bebidas e garotas menores de idade que serviam de escravas sexuais para os homens mais poderosos das nações ao redor do mundo.
Nomes como do Príncipe Andrew da Inglaterra, Bill Clinton foram citados e ainda estão sob investigação com suposto envolvimento nesta rede sórdida de abuso sexual infantil. Epstein se achava acima da lei, tinha envolvimento com a máfia que atuava em Nova York e fez boa parte de sua fortuna com chantagem de grandes empresários. Talvez essas chantagens e proximidade da elucidação do envolvimento de grandes personalidades causou a sua morte.
O vídeo supracitado é um vazamento de uma conversa entre a âncora de um telejornal americano da rede ABC, com o seu produtor. No vídeo a jornalista firma que já havia entrado em contado com uma das vítimas de Epstein e possuía provas contundentes sobre o envolvimento do príncipe inglês e do ex-presidente dos Estados Unidos. Por decisão de seus chefes e ameaças do Castelo de Buckingham a história foi morta antes de ser produzida.
O que deve-se perceber nesse momento é o motivo de esconder uma notícia que abalaria todas as estruturas e pessoas pertencentes ao sistema. Longe de fazer acusações ao alto clero da ABC, mas ter uma notícia como essa nas mãos seria tão notório e marcaria a emissora para sempre. O que se pode pensar é que muito ainda existe encoberto do caso de Epstein, mas graças a seu suicídio perguntas ficarão sem respostas.
A única certeza que podemos tirar desse caso é que os interesses por domínio de pensamento, informação e comunicação valem mais do que a vida de milhares de jovens abusadas diariamente.
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